“Deus ajuda quem cedo madruga” – Considerações tardias sobre o 21º Festival Brasileiro de Cinema Universitário

É certo que hoje podemos pensar o mundo do trabalho como um tema especialmente recorrente nas imagens do cinema brasileiro, mas mais interessante do que evidenciar um diagnóstico de problemáticas à vista, é buscar compreender os sentidos que se produzem e se transformam a partir das novas e variadas formas de relacionamento com essa questão que há muito nos persegue; é perceber como eles articulam os reflexos de uma realidade em mutação, ou ainda: como eles mesmos se tornam a própria expressão dessa mutação. Não… CONTINUA

Movimento é memória; memória é História

Há uma sedução estranhamente poderosa no plano de abertura de Millennium Mambo, naquele corpo desconhecido que caminha por um corredor do qual nada sabemos, dentro de uma configuração espaço-temporal desprovida de qualquer encadeamento narrativo lógico: como chegamos aqui e para onde estamos indo? Como se situar diante da ritualização de uma imagem por completo incógnita, cuja própria matéria de reverência parece estar a se descobrir no momento mesmo em que a reverenciamos? O que se desvenda no diálogo com o olhar continuado é um certo… CONTINUA