Você pesquisou por Victor Guimarães.

Sheep (Mouton), de Marianne Pistone e Gilles Deroo (França,2013)
Encenar o desajuste por Victor Guimarães A sensação diante da narrativa de Sheep é a de experimentar um quebra-cabeça com algumas peças faltando. Sua estrutura triádica, formada por um prólogo e dois atos, exige um investimento bastante inusual: longe de sequestrar a atenção do espectador para que seja agente de montagem, o gesto do filme
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How to Disappear Completely, de Raya Martin (Filipinas, 2013)
A vingança de uma mulher por Victor Guimarães Logo nas primeiras imagens, How to Disappear Completely delineia o terreno sobre o qual irá se debruçar: num plano com as bordas desfocadas, um rosto ocupa o centro do quadro, o medo estampado em cada poro, e uma voz feminina sentencia: “Eu vou matar você. Eu vou
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História da Minha Morte (Història de la Meva Mort), de Albert Serra (Espanha/França, 2013)
Da imagem-inação à impureza furiosa do desejo por Victor Guimarães Enquanto uma belíssima melodia preenche a noite – violão, alguns sopros, uma percussão suave –, um casal está sentado à mesa, detrás de um pequeno castiçal. A imagem é frontal, quase bizantina: trajando figurinos do século XVIII, os corpos roçam um no outro, desajeitados; a
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Carta aberta ao cineasta Murilo Salles acerca do texto “Crítica às cegas”
por Victor Guimarães Caro Murilo Salles, Não o conheço pessoalmente, mas gostaria de me dirigir a você de maneira direta. Como se trata de um debate em que ambos estamos implicados, acho mais honesto proceder assim. Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que considero o exercício da crítica como algo de extrema importância, e
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Piloto de Bombardeio (Der Bomberpilot), de Werner Schroeter (Alemanha Ocidental, 1970)
A modernidade esquizofrênica de Werner Schroeter por Victor Guimarães Já nas duas cenas iniciais, em menos de um minuto, Piloto de Bombardeio diz a que veio. Na primeira, três belas e sorridentes mulheres, trajando insinuantes corpetes, adentram um quadro que combina a imponência das colunas brancas (e da música triunfalista) a uma tremulante bandeira do
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Um Episódio na Vida de um Catador de Ferro-velho (Epizoda u zivotu beraca zeljeza), de Danis Tanovic (Bósnia e Herzegovina/França/Eslovênia/Itália, 2013)
O risco como simulação por Victor Guimarães “Devemos desconfiar da oposição entre o refinamento estético e não sei que crueza,que eficácia imediata de um realismo que se contentaria em mostrar a realidade.Não será, a meu ver, o menor mérito do cinema italiano ter lembradouma vez mais que não havia ‘realismo’ em arte que não fosseem
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Sob o Sol de Satã (Sous le Soleil de Satan), de Maurice Pialat (França, 1987)
Transcendência contrariada por Victor Guimarães O elogio a Maurice Pialat tende a se concentrar (muito justamente) em uma forte ideia de realismo de presença: a força vital de seu cinema reside em imprimir no filme as lascas do mundo, em se abrir para a aspereza do real, em enxergar no corpo-a-corpo entre a câmera e
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Entrevista com Nicole Brenez
“Cada filme é um laboratório” – Entrevista com Nicole Brenez por Raul Arthuso e Victor Guimarães Pelo menos desde 1997, quando as cartas que posteriormente comporiam o primeiro capítulo de Movie Mutations (livro editado por Jonathan Rosenbaum e Adrian Martin e publicado pelo BFI em 2003) apareceram na importante revista francesa Trafic, Nicole Brenez tem
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O Porto, de Clarissa Campolina, Julia De Simone, Luiz Pretti e Ricardo Pretti (Brasil, 2013); Em Trânsito, de Marcelo Pedroso (Brasil, 2013)
Ideias e formas, matéria e memória por Victor Guimarães A situação criada por um festival do tamanho de Tiradentes, com seus mais de cem filmes em exibição, é bastante propícia ao jogo – às vezes, inconsciente – da comparação. Especialmente nas sessões de curtas-metragens, a curadoria propõe relações, sugere reverberações de um filme em outro,
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A Vizinhança do Tigre, de Affonso Uchoa (Brasil, 2014)
Juventude em marcha por Victor Guimarães É muito difícil começar um texto quando se tem uma consciência tão cristalina de que não estamos à altura do filme com o qual estamos lidando. E não se trata de modéstia alguma, mas da plena certeza de que A Vizinhança do Tigre nos excede, e precisará ainda de
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